Falso Amor – Capítulo 06
31/10/2024
Falso Amor – Capítulo 08
31/10/2024
Falso Amor – Capítulo 06
31/10/2024
Falso Amor – Capítulo 08
31/10/2024

Falso Amor – Capítulo 07

Cena 1/Apartamento de Glauco/Sala/Int./Tarde.

Glauco está deitado no sofá. Roberta vem da cozinha e traz um copo com água.

ROBERTA

Aqui, Glauco, você está melhor?

GLAUCO

(se senta, pega o copo) Um pouco. Obrigada por ter vindo. (toma água)

ROBERTA

Você tem certeza que não quer ir ao médico?

GLAUCO

Não. Foi um mal estar, talvez estresse. Desculpa por atrapalhar o seu passeio com Flávio.

ROBERTA

Não tem problema. Flávio está me esperando no meu apartamento.

A campainha toca. Roberta atende e Edgar entra. Glauco fica sério. Edgar abraça Roberta.

EDGAR

Oi, querida.

ROBERTA

Que bom que você chegou, papai!

EDGAR

O que você tem, meu irmão?

GLAUCO

Uma indisposição, só isso.

EDGAR

Se é só isso, não precisa de Roberta. Eu fico com você.

GLAUCO

Obrigado por ter vindo, Roberta.

ROBERTA

(beija o rosto de Glauco, sorri) Qualquer coisa pode me chamar. (pega a bolsa, se aproxima de Edgar, beija o rosto dele e sorri) Eu tenho que falar com você sobre o meu casamento com Flávio. Me liga depois. 

EDGAR

(sorri) Claro, meu amor.

Roberta sai.

GLAUCO

Você pode ir embora também. Não preciso da sua ajuda. (se levanta)

EDGAR

(segura Glauco; sério) Não quero você atrapalhando a vida da minha filha.

GLAUCO

(encara Edgar) Você está vendo coisa onde não tem.

EDGAR

Conheço você muito bem e sei que está interessado em Roberta.

GLAUCO

(se solta de Edgar; nervoso) E se eu estiver, qual o problema? Você acha que esse moleque serve para ela?

EDGAR

Eu acho, e minha filha o ama; e ela te vê como um tio e não como uma paixão, um amor. Entenda: Roberta não é mulher para você.

GLAUCO

Vai embora da minha casa.

EDGAR

Eu vou, mas se voltar a incomodar Roberta ou se aproximar dela com segundas intenções, eu volto e ai você vai se ver comigo.

Edgar sai. Glauco fica com raiva e chuta o sofá.

GLAUCO

Eu preciso fazer alguma coisa! (pensativo) Roberta é minha e de mais ninguém.

Cena 2/Perto da Fundação Cristina Werneck/Rua/Ext./Tarde.

Frederico caminha pela calçada. Sueli está do outro lado da rua e atravessa. Frederico se aproxima dela.

FREDERICO

(olha Sueli, se aproxima) Sueli?

Sueli fica sem reação ao vê-lo.

FREDERICO

(sorri) Que surpresa agradável te reencontrar!

SUELI

(transtornada) Para mim não é nada agradável!

Sueli atravessa a rua, enquanto Bruno procura um lugar pra estacionar o carro. Frederico vai atrás de Sueli.

FREDERICO

Calma, eu quero falar com você.

Sueli está com vontade de chorar, nervosa. Bruno não vê Sueli e a atropela. Ele se assusta, para o carro, desce e se aproxima de Sueli. Bruno se abaixa, desesperado.

BRUNO

Meu Deus, o que eu fiz? Sueli, fala comigo.

Sueli está desacordada. Frederico se aproxima, preocupado.

FREDERICO

Temos que chamar uma ambulância.

Bruno pega o celular e liga para a emergência. Frederico presta atenção em Sueli.

Cena 3/Mansão dos Werneck/Sala/Int./Tarde.

Régis e Cristina entram felizes. Janete está voltando da cozinha; ao ver o casal se esconde, fica observando. Régis abraça Cristina pela cintura.

RÉGIS

Estava com saudade de ficar o dia todo com você, meu amor.

CRISTINA

(sorri) Eu também… mas ainda não acabou. (beija Régis)

JANETE

(se aproxima) Essa cena é muito comum aqui nessa casa.

CRISTINA

(sorri) Faz tempo que você está aqui?

JANETE

Cheguei agora há pouco. Vim falar com Flávio, mas ele não está.

CRISTINA

Flávio vai passar o dia com a Roberta.

JANETE

Nossa! Hoje vocês estão românticos. (sorri um pouco)

RÉGIS

Você deveria arrumar alguém também; assim não ficaria sobrando.

Régis segura Cristina no colo. Ela ri.

CRISTINA

Régis!

RÉGIS

Me dá licença, mas hoje Cristina é só minha.

Régis sobe as escadas carregando Cristina no colo. Janete com raiva.

JANETE

Aproveitem bem esse climinha ridículo! Essa alegria toda vai acabar.

Janete sai e bate a porta com força.

Cena 4/Rio de Janeiro/Favela/Academia de Boxe/Int./Tarde.

Henrique está treinando boxe. Parceiro se aproxima.

PARCEIRO

E aí, Henrique, beleza?

HENRIQUE

(continua treinando) O que você quer?

PARCEIRO

Eu acabei de ver a Tamara.

HENRIQUE

(treinando; nervoso) E daí?

PARCEIRO

E daí que tinha um cara com ela bem juntinho, mas bem juntinho mesmo, coladinho, boca com boca.

HENRIQUE

(para de treinar) Onde?

PARCEIRO

Na lanchonete aqui do lado.

Henrique pega uma toalha e sai enquanto se seca.

Cena 5/Rio de Janeiro/Favela/Lanchonete/Ext./Tarde.

Tamara está sentada no colo de um rapaz, beijando-o. Henrique entra furioso e tira Tamara do colo do outro.

TAMARA

(nervosa) Tu ficou doido?

HENRIQUE

(encara Tamara) Eu nasci assim. (dá um soco no rapaz, o segura pela camiseta, o encara) Malandro nenhum se mete com mulher minha, entendeu?

RAPAZ

(assustado) Eu não sabia que ela tinha namorado.

HENRIQUE

Você me entendeu ou não?

RAPAZ

Entendi.

HENRIQUE

Bom pra você, agora sai daqui.

O rapaz sai da lanchonete. Com raiva, Tamara encara Henrique e bate nas costas dele.

TAMARA

Qual é a tua, Henrique? Tu não é mais nada meu! Nunca foi!

Henrique pega Tamara e sai carregando-a.

Cena 6/Rio de Janeiro/Favela/Rua/Ext./Tarde.

Tamara tenta se soltar de Henrique.

TAMARA

Me solta!

HENRIQUE

(encosta Tamara na parede com força, a segura, a olha nos olhos) Sabe o que aconteceu com a última pessoa que me traiu?

TAMARA

(com raiva) Acho que tu tem problema nessa tua cabeça! Tu sempre deixa muito claro que não sou nada tua! Por que essa cena toda agora?

HENRIQUE

(aperta o rosto de Tamara) Você sai espalhando aos quatro cantos dessa favela que é minha namorada,e de repente é vista aos beijos com outro homem. Vão falar que sou corno!

TAMARA

(tira a mão de Henrique do rosto, as lágrimas escorrem) É claro que tu tá preocupado com a tua reputação e não deve tá sentindo nada porque eu tava beijando outro.

HENRIQUE

(sorri, faz pouco caso de Tamara) Exatamente, Tamara Júlia. Por mim você pode ficar com quem quiser, não estou nem aí. Mas deixa bem claro que não é mais nada minha; aliás você nunca foi. Eu só te pego porque você é uma das mulheres que faz o que gosto na cama.

TAMARA

(dá um tapa no rosto de Henrique; com raiva) Tu não vale nada!

HENRIQUE

(dá um tapa no rosto de Tamara, puxa o cabelo dela, fala no ouvido dela) Nunca mais encosta a mão em mim, porque se não vou te matar. Agora me deixa em paz. Nunca mais me procura. (joga Tamara no chão e sai)

TAMARA

(caída no chão, chora com a mão no rosto; com raiva) Tu me paga, Henrique. Não perde por esperar! (chora)

Cena 7/Casa de Janete/Sala/Int./Tarde.

Ágata está sentada lendo uma revista. Janete entra.

JANETE

Ágata, o que a Silvia queria com você?

ÁGATA

(olhando a revista) Coisa nossa, mamãe.

JANETE

(tira a revista da mão de Ágata) Mas eu quero saber o que é!

ÁGATA

(sorri) Nossa, quanta agressividade!

JANETE

Ágata, estou perdendo a paciência com você! Fala de uma vez o que aquela insuportável queria tanto com você.

ÁGATA

(se levanta) Ela veio me propor um negócio, satisfeita?

JANETE

Que tipo de negócio?

ÁGATA

(pega a revista da mão de Janete) Silvia quer que eu a ajude com uma campanha no grupo Werneck.

JANETE

Esqueceu que eu trabalho lá? Não sei de projeto novo nenhum.

ÁGATA

Mamãe, o assunto é particular. Não cabe a você saber do que se trata.

JANETE

Tem a ver com Régis?

ÁGATA

(sorri) Não entendo você. A vida toda amou o Régis e nunca moveu um dedo para tentar ficar com ele… e agora está com medo de quê, mamãe? Que eu o tire da tia Cris e consiga o que você nunca conseguiu.

JANETE

(sorri) Não seja ridícula, Ágata. Régis só enxerga a sonsa da Cristina e mais ninguém.

ÁGATA

(sorri) Não acho isso. Ele me enxergou muito bem no outro dia.

JANETE

Fica longe do Régis.

Ágata dá risada, sobe as escadas. Janete fica com raiva e pensativa.

Cena 8/Hospital/Quarto de Sueli/Int./Tarde.

Sueli está sentada na cama, pensativa. Bruno entra e se aproxima dela.

BRUNO

Sueli, como você está?

SUELI

Estou bem, Bruno. O médico disse que não me machuquei com gravidade.

BRUNO

Me desculpa, eu não te vi.

SUELI

(sorri um pouco) Eu sei. Fui eu que atravessei a rua sem olhar.

BRUNO

(segura a mão de Sueli) Eu vou pagar todo o tratamento que você precisar.

SUELI

(solta a mão de Bruno) Eu agradeço, mas não precisa, Bruno. O Luciano cuida disso pra mim.

BRUNO

De jeito nenhum. Eu fui o culpado de você parar aqui.

FREDERICO

(entra) Com licença.

SUELI

(nervosa) O que você está fazendo aqui?

FREDERICO

Rapaz, você pode nos deixar a sós um instante?

BRUNO

Eu só saio se a Sueli quiser, porque pelo jeito ela não quer falar com você.

SUELI

Não quero mesmo.

FREDERICO

Por favor, Sueli… 

SUELI

Bruno, espera um pouco lá fora, por favor.

Bruno sai. Frederico se aproxima de Sueli.

FREDERICO

Sueli, eu/

SUELI

Não venha me dizer que lamenta como nosso caso terminou. Eu sempre soube que você era um homem casado. Fui burra de me iludir toda vez que você dizia que me amava e que iria se separar da sua mulher.

FREDERICO

Eu juro que tentei, mas você não conhece a Silvia. Ela disse que, se eu a deixasse, iria destruir tudo o que tinha conseguido e que deixaria meu filho contra mim. Fiquei sem saída.

SUELI

Fraqueza agora mudou de nome.

FREDERICO

Pode ser mesmo que tenha sido fraco, mas eu sofro todos os dias por te amar e não poder te ter ao meu lado.

SUELI

(chora) Você sabe por que eu choro e sofro todos os dias? Pelo filho que tive, mas que fui obrigada a abandoná-lo.

FREDERICO

(surpreso) Filho?

SUELI

Sim. Eu tive um filho, Frederico. Um filho seu.

FREDERICO

(se senta, espantado) Por que você não me contou que ficou grávida?

SUELI

Eu fui te contar e encontrei sua mulher. Eu estava com o exame que fiz. Ela viu e me fez uma ameaça; disse que, se não fosse tirar o meu filho, ela me procuraria até no inferno e daria um fim nele.

FREDERICO

(se levanta, nervoso) Por que você não me falou sobre isso? Eu daria um jeito!

SUELI

(nervosa) Não teve como! (chora) Eu não tive coragem de abortar, mas quando meu filho nasceu… fiquei com tanto medo que ela viesse atrás e fizesse algo de ruim para ele e acabei abandonando ele no hospital. (chora, abaixa a cabeça) Não faço ideia de onde ele esteja agora e nem com quem.

FREDERICO

(abraça Sueli) Isso é muito grave. Silvia não pode controlar a vida das pessoas assim e muito menos a minha. Você deveria ter me contado isso antes.

SUELI

Como? Você foi morar fora do país com a Silvia.

FREDERICO

(com raiva) Cobra calculista! Ela fez tudo muito bem planejado. Mas agora ela vai me pagar.

SUELI

Eu só quero o meu filho de volta.

FREDERICO

Eu vou fazer de tudo para encontrar nosso filho.

SUELI

E você acha que eu não fiz? Por mais que eu o procure, não encontro em parte alguma. É por isso que eu entrei como sócia da Cristina na fundação. Quando ajudo aquelas crianças, é como se estivesse ajudando o meu filho.

FREDERICO

(acaricia o rosto de Sueli) Agora tem mais uma pessoa procurando ele… e eu vou encontrar.

SUELI

Agradeço e que fique claro que entre nós nunca mais vai haver nada.

FREDERICO

(chateado) Entendo. Fui covarde e te deixei, mas saiba que eu te amo. (se levanta) E amo muito.

Frederico sai. Sueli chora.

Cena 9/Apartamento de Roberta/Sala/Int./Noite.

FLÁVIO

(entra, olha Roberta, sorri) Como você consegue ficar cada vez mais linda?

ROBERTA

(sorri) Obrigada, meu amor. Você também está lindo. (beija Flávio)

FLÁVIO

Esse cheiro delicioso que estou sentindo é da comida que você fez?

ROBERTA

(sorri) É, eu fiz strogonoff de camarão e para a sobremesa tem sorvete de chocolate.

FLÁVIO

Sou critico em relação a comida, hein!? Principalmente quando o meu prato favorito está à mesa. Vou ser sincero. (sorri)

ROBERTA

Vou torcer para você gostar, porque essa é a primeira vez que preparo.

FLÁVIO

Então vamos jantar porque o cheiro está ótimo.

Cena 10/Apartamento de Roberta/Sala de Jantar/Int./Noite.

Roberta está sentada em frente a Flávio. Observa-o comendo enquanto também degusta o strogonoff.

ROBERTA

Flávio, até agora você não falou nada. Está muito ruim?

FLÁVIO

(sério) Meu amor, sendo sincero mesmo… Isso está tão… tão bom que não consegui nem falar. (sorri)

ROBERTA

(sorri aliviada) De verdade? Você gostou?

FLÁVIO

Claro que sim. Está ótimo. Vou querer mais um pouco.

ROBERTA

Que bom! Eu achei que você tinha odiado. (dá risada)

FLÁVIO

Eu estava brincando com você. Parabéns, meu amor, está muito bom.

ROBERTA

(sorri) Obrigada! Você se importa se eu levar um pouco para o Glauco?

FLÁVIO

Me importo. Roberta, faz tempo que quero te falar uma coisa. Eu não gosto do modo que ele te olha.

ROBERTA

Flávio, ele é meu tio.

FLÁVIO

É seu tio de consideração, porque vocês não tem vinculo sanguíneo algum. E ele te olha te um jeito que me incomoda.

ROBERTA

Eu acho que é exagero seu.

FLÁVIO

Tomara que seja, mas não vamos discutir por causa disso. Eu quero mais um pouco dessa delicia. (sorri)

ROBERTA

(sorri) Vou buscar. Quer mais vinho?

FLÁVIO

Não. Obrigado, meu amor. Para mim uma taça já é o suficiente.

ROBERTA

(se levanta) Já venho.

Roberta vai para a cozinha com o prato de Flávio. Flávio pega do bolso uma caixinha, coloca na mesa perto da taça de Roberta e sorri. Roberta volta e serve pra ele o prato novamente cheio.

ROBERTA

Aqui, meu amor. (se senta, olha a caixinha) O que é isso?

FLÁVIO

Abre.

ROBERTA

(pega a caixinha, abre; tem um pingente com o símbolo do infinito, nele está gravado os nomes Flávio e Roberta. Ela fica feliz e sorri) É lindo, meu amor. Adorei. Obrigada!

FLÁVIO

(mostra para Roberta que está usando uma corrente com o mesmo pingente, a olha e sorri) Agora levo isso para onde eu for.

ROBERTA

Eu te amo demais, sabia? (sorri)

FLÁVIO

É, eu sei. (sorri e dá risada) Também te amo.

ROBERTA

Agora é melhor você comer, meu amor, antes que esfrie.

FLÁVIO

Verdade. Uma delicia dessa não pode ser desperdiçado assim.

Ele sorri e volta a comer o strogonoff.

Cena 11/Mansão dos Werneck/Suíte de Frederico/Int./Noite.

Frederico está sentado. Silvia entra.

FREDERICO

Estava te esperando.

SILVIA

Eu fui visitar umas amigas.

FREDERICO

(se levanta, se aproxima de Silvia) Uma mulher como você não tem amigas.

SILVIA

(sorri) O que deu em você?

FREDERICO

(raiva) Eu já sei que Sueli teve um filho meu.

SILVIA

(séria, altiva) Já foi se encontrar com sua amante?

FREDERICO

(segura o braço de Silvia) Encontrei Sueli por acaso, e ela me contou tudo!

SILVIA

(se solta, se afasta de Frederico) Você não acha que é tarde demais para tentar resolver os problemas do passado.

FREDERICO

Nunca é tarde demais. Eu cometi muitos erros na vida, Silvia, mas o maior deles foi ter me casado com você.

SILVIA

(sorri) Eu vou relaxar um pouco na banheira. Você deveria fazer o mesmo.

FREDERICO

Eu vou me separar de você.

SILVIA

Não vai, não. Você pode estar revoltado por ter descoberto o bastardo, mas continua o mesmo fraco de sempre.

FREDERICO

(dá um tapa no rosto de Silvia) As coisas mudaram.

SILVIA

(raiva) Isso tudo é por causa da Sueli? Está perdendo o seu tempo. Ela nunca mais vai querer você. Cuidei muito bem disso.

Frederico pega umas malas no armário.

SILVIA

(sorri) Já fez as malas?

FREDERICO

Sim, mas essas são suas. Você vai sair agora dessa casa.

SILVIA

E quem vai me tirar daqui?

FREDERICO

(pega Silvia pelo braço) Eu! (abre a porta)

Cena 12/Mansão dos Werneck/Suíte de Cristina/Int./Noite.

Régis deitado na cama com Cristina; eles estão seminus. Régis a beija e sorri.

RÉGIS

Está tão bom aqui que vai ser difícil ir para o restaurante.

CRISTINA

(dá risada) É mesmo, mas podemos jantar aqui meu amor.

Eles ouvem as vozes de Frederico e Silvia no corredor.

RÉGIS

Meus pais estão brigando?

CRISTINA

Parece que sim, meu amor.

Régis e Cristina se levantam e vestem roupões, enquanto falam.

RÉGIS

Vamos ver o que é.

CRISTINA

Eu prefiro ficar fora disso, Régis.

RÉGIS

Vem comigo.

Eles saem da suíte.

Cena 13/Mansão dos Werneck/Sala/Int./Noite.

Frederico desce as escadas, puxando Silvia pelo braço.

SILVIA

Para com isso! Você está me machucando!

FREDERICO

Agradeça por eu não fazer coisa pior!

RÉGIS

(se aproxima) O que está acontecendo aqui?

FREDERICO

Estou colocando sua mãe para fora dessa casa. Depois te explico melhor.

Cristina aparece. Silvia a olha com raiva.

SILVIA

O que você está fazendo aqui, sua sonsa?

FREDERICO

(abre a porta) Vai sair por bem ou quer que eu te coloque para fora?

SILVIA

Você não pode fazer isso comigo, não depois de tantos anos juntos.

FREDERICO

Não só posso como estou fazendo.

SILVIA

Régis, faça alguma coisa!

RÉGIS

Não quero me intrometer, mamãe.

CRISTINA

Eu acho melhor todos se acalmarem e resolverem seja lá o que for amanhã.

SILVIA

Sai daqui, Cristina. Isso não é assunto seu!

RÉGIS

Minha mãe tem razão, Cris. Vamos voltar para o quarto que é melhor. (pega Cristina no colo)

CRISTINA

(fica sem graça) Régis, eu vou sozinha. Pode ficar aqui.

RÉGIS

(sorri) Não é assunto nosso.

Régis sobe as escadas com Cristina no colo. Silvia com mais raiva.

FREDERICO

Então… sai logo.

SILVIA

Só eu sei onde está o seu bastardo. Posso fazer com ele o que bem entender. Posso deixar ele onde está ou posso mandar para um lugar bem longe ou então posso me livrar dele para sempre. A escolha é sua.

FREDERICO

Você está mentindo só para ficar aqui.

SILVIA

(sorri) Ele tem sete anos e vive de migalhas das pessoas em uma favela. Nem nome tem. As pessoas o chamam de… Tico.

FREDERICO

(pega Silvia pelo pescoço) Você vai me contar agora onde está meu filho!

SILVIA

(encara Frederico) Só se você for bonzinho comigo. (Frederico a solta)  Agora, se me der licença, vou relaxar na banheira. (sobe as escadas)

FREDERICO

Eu ainda mato essa desgraçada!

Fim do Capítulo

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