E Vamos Á Luta!

Novela de Débora Costa

Escrita Por

Débora Costa

Baseado Na Novela: A Fábrica de

Geraldo Vietri

Colaboração

Tainá Andaluz

Revisão de Texto

Marcelo Delpkin

Direção Artística

Wellyngton Vianna

Núcleo

Cyber TV

Personagens no capítulo

ALEX

ALFREDO

ANGELA

CLARICE

DENISE

EDUARDA

ERASMO

FÁBIO

IVAN

JOSÉ

JOSIVALDO

LIZ

MANUELA

MARTA

NICOLAS

Cena 1/Int./Tecelagem Santa Isabel/ Administração/Sala de Liz/Dia.

ALEX

Não sei o que ele te falou, mas/

LIZ

O Fábio, me falou que eles não recebem nada além do salário, e eu quero saber o por que, já que eu recebo todos os meses, os comprovantes dos pagamentos.

ALEX

(altivo) Pergunta para a sua tia.

LIZ

(estranha) Por quê?

ALEX

(encara Liz) Porque quem fica com o dinheiro dos benefícios, é ela.

Liz se levanta nervosa.

LIZ

Mais que absurdo! Por que você permitiu uma coisa dessas?

Fábio se levanta, encara Alex.

FÁBIO

Porque com certeza ele deve ficar com algum.

ALEX

Não se mete!

LIZ

Eu vou resolver isso agora! E quem sai daqui, Alex, é você.

ALEX

(nervoso) Você não pode me demitir!

LIZ

Claro que eu posso, ou você se esqueceu que eu sou a dona.

ALEX

Eu sei, mas o que você não sabe é que eu comprei parte das ações que seu pai deixou.

LIZ

E dai? Aqui quem manda, ainda sou eu, porque as ações que pertenciam ao meu pai, são minhas.

Fábio sorri gostando.

ALEX

Mas/

LIZ

Mas nada, cansei dessa discussão que não vai levar a nada. (olha Fábio) Vem comigo.

Liz e Fábio saem, Alex fica com raiva, joga tudo que estava na mesa, no chão, Angela entra, fica espantada.

ANGELA

O que aconteceu, querido? Por que está assim?

ALEX

(ódio) Eu não vou suportar isso por muito tempo, essa Liz, tem que sumir daqui, ou eu mesmo dou um jeito de sumir com ela!

Cena 2/Ext./Tecelagem Santa Isabel/Pátio/Dia.

José, Nicolas, Josivaldo e Ivan, estão inquietos, Liz e Fábio se aproximam.

LIZ

Boa tarde.

Ivan se aproxima de Liz, sem saber que ela é a dona tecelagem, sorri a achando bonita.

IVAN

Muito boa.

FÁBIO

Você sabe quem é ela?

IVAN

(sorrisinho maroto) Não, mas to doido pra saber.

LIZ

(séria) Meu nome é, Liz Camargo, sou a dona da tecelagem.

Ivan se afasta, Josivaldo ri de Ivan.

JOSIVALDO

(á Ivan) Já sabe onde vai procurar emprego?

LIZ

Eu vim dizer á vocês, que ninguém aqui vai ser demitido. Eduarda, e Fábio me explicaram como as coisas aconteceram, e vi que não tinha motivo para demitir á todos.

Os operários comemoram, José fica aliviado, estende a mão para cumprimentar Liz.

JOSÉ

Muito obrigado, dona Liz.

Liz aperta a mão de José.

LIZ

E eu soube de mais coisas que me desagradaram, e vou resolver hoje mesmo.

Liz vai saindo, Fábio vai atrás dela.

FÁBIO

Dona Liz, Obrigado.

LIZ

Não fiz mais do que a minha obrigação, como dona e administradora. Boa Tarde.

Liz sai, Fábio a observa.

FÁBIO

(para si) Mais é muito metida, a madame.

Fábio se aproxima dos amigos, eles comemoram, Alex observa tudo de longe, está com raiva, Angela se aproxima.

ALEX

Essa alegria não vai durar muito tempo.

ANGELA

Alex… Você já fez coisas que não deveriam ser feitas, não vá repetir os mesmos erros.

ALEX

O que é? Resolveu ter consciência agora, Ângela?

ANGELA

Não é isso, e você sabe. Se você usar os mesmos meios de antes, pode ser arriscado para nós.

ALEX

Não se preocupe com isso, eu sei fazer as coisas bem feitas, não me pegaram antes, não vão me pegar agora. O que eu sei é que, essa Liz, não vai me tirar daqui. A fábrica, vai ser minha.

Alex e Ângela se olham cúmplices, sorriem maldosos.

Cena 3/Int./Mansão Camargo/Sala/Dia.

Clarice e Alfredo estão conversando, sentados, Denise se aproxima.

DENISE

Mamãe, por que o meu closet está vazio?

CLARICE

Joguei tudo fora.

ALFREDO

Você ficou louca?

CLARICE

Eu não, mas a sua filha sim, ela sai por ai usando aqueles trapos horríveis. Agora vá comprar roupas de verdade.

DENISE

(nervosa) Isso não é justo! Você não tinha esse direito!

Marta entra trazendo café, coloca em cima da mesa.

MARTA

Dona Denise, vem aqui um instante, por favor.

Denise se aproxima, está chateada.

MARTA

(tom baixo) Não se preocupe, eu guardei tudo para você.

Denise fica feliz, disfarça para Clarice não perceber.

DENISE

(tom baixo) Obrigada.

Liz entra, está brava, Clarice se levanta.

CLARICE

(simpática) Minha querida Liz, que bom que você voltou, como foram as coisas?

LIZ

(encara Clarice) Você estava me roubando esse tempo todo, e eu nunca percebi!

Alfredo se levanta, Marta e Denise se admiram.

CLARICE

Mais que acusação mais absurda é essa, Liz? De onde você tirou isso?

LIZ

O Alex, me contou! Você fica com o dinheiro dos benefícios de (ênfase) todos, os operários! Isso é um absurdo, um crime.

Clarice encara Liz, Alfredo não sabe o que falar, Denise se aproxima.

DENISE

Isso é verdade, mamãe?

CLARICE

(nervosa, mas mantém a pose) Isso não é da sua conta.

ALFREDO

Alex, inventou isso, com certeza esse dinheiro está com ele.

LIZ

Você teria coragem de falar isso, olhando o Alex, nos olhos?

ALFREDO

(disfarça) É apenas uma suspeita.

LIZ

Que suspeita? Está na cara que Alex, falou a verdade, porque ele olhou nos meus olhos, e falou que a minha tia, estava com o dinheiro.

CLARICE

Quando Geraldo morreu, ele não pensou em mim, só em você, fiquei praticamente sem nada, já você, Liz, ficou com tudo. Eu preciso manter a vida que sempre tive.

LIZ

(inconformada) E dai você resolveu roubar uns pobres coitados? Resolveu roubar a própria sobrinha? É isso mesmo? Pra você, isso é justificativa?

CLARICE

Apenas fico com o que pertence á mim.

LIZ

(sorri sem acreditar) Mas é muito cinismo mesmo. Olha só, (irônica) tia, eu não quero saber como você vai fazer, mas vou te dar três dias, para você me devolver tudo o que roubou durante todo o tempo, que eu achei estar pagando os meus funcionários. Caso contrário, eu vou abrir queixa contra você.

CLARICE

(inconformada, nervosa) Você não pode/

LIZ

Não fui clara? Não há o que discutir, você tem três dias para devolver o dinheiro, ou pode se preparar para dar satisfação á justiça.

CLARICE

(séria, com raiva) Você é tão ingrata, quanto aquele desgraçado do meu irmão.

LIZ

(serena)Está assim por que? Não te expulsei da minha casa… Ainda não.

Liz vai subindo as escadas.

LIZ

Três dias, Clarice. Não esquece.

Liz sobe as escadas, Marta sorri orgulhosa, disfarça, vai atrás de Liz, Denise e Alfredo se entreolham.

CLARICE

(ódio, murmura) Maldita… (pensativa) Eu preciso agir rápido.

DENISE

Mamãe, eu acho melhor você pensar em como vai devolver o dinheiro, e não em vingança.

Clarice pega um objeto que estava em cima da mesa, joga na parede, grita de raiva, sai.

ALFREDO

Denise, quando sua mãe estiver assim, não provoca ela.

DENISE

(medo) É, tem razão, papai.

Cena 4/Int./Mansão Camargo/Corredor dos Quartos/Dia.

Liz está parada em frente a sua suíte, Marta se aproxima, feliz, comemorando.

MARTA

Liz, você colocou a sua tia no lugar dela. Adorei, meu amor.

Marta percebe que Liz, está distante, encarando a porta.

MARTA

Você está bem?

LIZ

Enfrentei Clarice, Alex, mas não consigo enfrentar meus traumas.

MARTA

(pena) Você quer ficar no quarto de hospedes? Eu arrumei tudo.

LIZ

Não… Eu quero entrar ai.

MARTA

Se você quiser, eu entro primeiro.

LIZ

Não Marta, eu entro primeiro, e você vem comigo.

Liz respira fundo, abre aos poucos a porta da suíte, olha Marta, que balança a cabeça positivamente, para que Liz entre, Liz entra na suíte.

Cena 5/Int./Mansão Camargo/Suíte de Liz/Dia.

Liz e Marta entram, olha a suíte, estranha.

LIZ

Nossa. Aqui está tudo diferente, não lembro desses móveis, da cor…

MARTA

(sorri) Você acha que eu iria deixar tudo como era antes? Não, querida, você merece que tudo seja renovado na sua vida.

Liz sorri, abraça Marta, se emociona.

LIZ

Obrigada, Marta.

Cena 6/Int./Mercadinho/Noite.

Manuela está limpando o mercadinho. Fábio entra.

FÁBIO

Boa noite, dona Manuela.

MANUELA

(sorri) Boa noite, Fábio, como vai?

FÁBIO

Agora to bem, mas hoje o dia foi difícil.

MANUELA

Eu soube pela Lucia, é verdade que teve demissão na fábrica?

FÁBIO

Quase, se não fosse a madame, ia ter de monte.

MANUELA

Que madame?

FÁBIO

A dona da fábrica, eu conheci hoje de manhã, quando ela bateu no meu carro, mas até ai, não sabia quem ela era, e briguei por causa da batida.

MANUELA

Não acredito, e como as coisas ficaram?

FÁBIO

Bem, ela não demitiu ninguém, e ainda disse que vai pagar tudo que estão devendo pra gente.

MANUELA

(sorri) Mas isso é muito bom.

FÁBIO

(distante, sorri um pouco) É sim, a madame salvou o dia.

MANUELA

E qual é o nome dela?

FÁBIO

Liz.

MANUELA

É por causa da Liz, que você está com essa cara de bobo?

FÁBIO

(se recompõe) Que cara de bobo?

MANUELA

(ri) A que você estava.

FÁBIO

É impressão sua, aquela metida, cheia de frescura, nem vai com a minha cara. Eu vou subir, o pessoal vai comemorar daqui a pouco, com um churrasco, vou me arrumar, você ta convidada.

MANUELA

Eu vou sim.

Fábio sobe as escadas, Manuela continua limpando o mercadinho.

Cena 7/Int./Casa de José/Sala/Noite.

Lúcia e José estão conversando, Gabriel e Amanda, entram discutindo.

JOSÉ

Ei.

Os filhos não dão atenção, continuam discutindo, José assovia, Gabriel, e Amanda param de discutir.

JOSÉ

O quê que é isso? Que briga é essa?

AMANDA

(nervosa) O Gabriel! Não me deixa em paz!

GABRIEL

A Amanda, está toda bravinha, porque eu fiz ela voltar pra casa, ela queria sair com o Artur.

AMANDA

(bate em Gabriel) Você não é o meu pai!

JOSÉ

Mas eu sou, e do apoio para o Gabriel, muito bem meu filho, você tem que cuidar pra vagabundo nenhum chegar perto da sua irmã.

LÚCIA

(inconformada) O que? Mas você está cansado de saber que o Bruno, é namorado da Amanda.

JOSÉ

Por isso mesmo, quanto mais longe ela ficar longe dele, melhor.

AMANDA

(esbraveja) Eu não vejo a hora de me casar com o Artur!

Amanda vai para seu quarto, José cumprimenta Gabriel, os dois riem.

GABRIEL

Eu vou para o meu quarto, preciso fazer uns trabalhos da faculdade.

LÚCIA

Você não vai participar do pagode?

GABRIEL

Não mãe, hoje preciso estudar, medicina não é nada fácil.

Gabriel recebe uma mensagem no celular, sorri.

GABRIEL

A Camila, vai no pagode, então também vou.

LÚCIA

A sua irmã, não pode namorar, mas você pode?

Gabriel beija o rosto de Lúcia.

GABRIEL

Isso você vê com o pai, ele que mandou eu ficar de olho na Amanda.

Gabriel vai para seu quarto, Lúcia da um tapa no braço de José.

LÚCIA

Você para com isso hein, deixa a Amanda, namorar em paz.

JOSÉ

(com a mão no braço) Ai! Doeu!

LÚCIA

Era pra doer mesmo, deixa a menina em paz.

Lúcia sai, José com a mão no braço.

JOSÉ

(resmunga) Não deixo.

Cena 8/Int./Casa de Alex/Sala/Noite.

A campainha toca, Alex abre a porta, Clarice entra nervosa.

CLARICE

Eu posso saber por que você contou para a Liz, que eu fico com a porcaria do dinheiro dos operários?

ALEX

(sério) Clarice, sai da minha casa.

CLARICE

Não! Agora estou com problemas e você vai me ajudar!

Alex e Clarice se encaram.

Fim do Capítulo

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