
Falso Amor – Capítulo 011
31/10/2024
Falso Amor – Capítulo 013
31/10/2024
Cena 1/Grupo Werneck/Administração/Int./Dia.
Glauco olha Henrique com raiva.
GLAUCO
Quem você pensa que é para falar assim comigo?
HENRIQUE
(sorri, olha a secretária) Ele não sabe quem eu sou?
A secretária sorri, mas disfarça.
HENRIQUE
Eu tenho mais o que fazer do que perder o meu tempo com você.
GLAUCO
(segura o braço de Henrique) Escuta aqui/
HENRIQUE
(puxa o braço da mão de Glauco; fica exaltado) Não coloca a mão em mim ou vai se arrepender!
RÉGIS
(sai de sua sala) O que está acontecendo aqui?
GLAUCO
(raiva) O seu filho está me desrespeitando!
HENRIQUE
Respeito se conquista.
RÉGIS
Parem de brigar. Aqui não é lugar para isso.
GLAUCO
Régis, o Flávio nunca se interessou pelo grupo Werneck. Não sei o que ele faz aqui.
RÉGIS
Agora o meu filho está interessado e ele sempre foi muito capaz, portanto quando o ver por aqui, trate-o como ele é, o futuro presidente desse grupo. Venha, Flávio. Quero conversar com você.
Régis entra em seu escritório. Henrique olha Glauco atravessado, sorri sarcástico e entra na sala de Régis. Glauco fica com raiva.
Cena 2/Rio de Janeiro/Favela/Rua/Ext./Dia.
Daniela está indo para a casa onde Flávio está preso. Tamara a segue. Daniela abre a porta da casa e entra.
Cena 3/Rio de Janeiro/Favela/Cativeiro de Flávio/Int./Dia.
Daniela encosta a porta para trancar. Tamara empurra a porta e entra.
TAMARA
Que tanto tu esconde aqui?
Flávio está sentado no chão; observa. Daniela fica assustada. Tamara olha Flávio e se aproxima assustada.
TAMARA
Henrique, o que tu ta fazendo aqui? E ainda todo arrebentado?
DANIELA
Tamara, sai daqui!
TAMARA
O que tu fez com Henrique?
FLÁVIO
Eu não sou Henrique.
DANIELA
É melhor você deixar isso comigo.
TAMARA
Não é o Henrique? Então deixa ver suas costas.
FLÁVIO
Pra quê?
TAMARA
Henrique tem uma tatuagem.
Flávio se levanta, tira a camisa e se vira de costas. Tamara fica espantada com o que vê.
TAMARA
Então aquela coisa de irmão gêmeo era mesmo verdade…
FLÁVIO
(veste a camisa, se senta) Infelizmente é, e Henrique está na minha casa enquanto fico preso aqui.
DANIELA
Flávio, você não deveria ter contado nada pra ela!
TAMARA
Agora eu quero saber de tudo. (sorri) Com isso tenho Henrique nas mãos.
DANIELA
Tamara, sai daqui. Se o Gilberto te pega aqui, vai sobrar pra mim.
TAMARA
Eu vou, mas te espero na minha casa.
Tamara olha Flávio, sorri e sai. Daniela tranca a porta, fica nervosa e se aproxima de Flávio.
DANIELA
Você não faz ideia pra quem foi contar essa história. A Tamara fica com Henrique, mas ela está com raiva dele.
FLÁVIO
Não estou nem aí, Daniela. Por mim essa tal Tamara pode fazer da vida do Henrique um inferno como ele está fazendo da minha.
Cena 4/Fundação Cristina Werneck/Sala de Cristina/Int./Mais Tarde.
FREDERICO
(entra) Posso entrar? (sorri)
CRISTINA
(sorri) Claro que pode.
FREDERICO
(se senta) Eu estava dando uma volta pela fundação, e a vida que esse lugar tem é incrível.
CRISTINA
(sorri) Isso é verdade.
FREDERICO
Cris, a Sueli está?
CRISTINA
Ela está no consultório dela.
FREDERICO
Eu preciso falar com ela.
CRISTINA
Frederico, a Sueli já sofre muito procurando o filho dela. Eu acompanho essa história de perto. Acho que sua presença só vai prejudicar ainda mais as coisas.
FREDERICO
Cris, eu amo a Sueli. Você não faz ideia do quanto. O filho dela também é meu. Eu quero acompanhar tudo de perto.
CRISTINA
Eu vou falar para ela que você está aqui, e ela decide se fala ou não com você.
FREDERICO
Tudo bem, obrigado.
Cena 5/Fundação Cristina Werneck/Sala de aula/Int./Tarde.
A sala está vazia. Roberta está sentada, pega o celular e liga para Flávio (Henrique).
ROBERTA
(sorri) Oi, meu amor.
HENRIQUE
(está saindo do grupo Werneck e vai em direção ao estacionamento, falando com Roberta no celular) Oi, princesa.
ROBERTA
(sorri) Não marca nenhum compromisso para hoje à noite. Vou fazer um jantar especial pra você no meu apartamento.
HENRIQUE
(sorri) Não vejo a hora. É claro que eu vou.
ROBERTA
Meu amor, a sua mãe está preocupada com você.
HENRIQUE
(sério, para em frente ao carro de Flávio) Não tem motivos para isso.
ROBERTA
Tem sim. Você, que amava tanto ensinar música, resolveu se dedicar aos negócios.
HENRIQUE
Princesa, é melhor falarmos a noite está bem?
ROBERTA
Claro. Te amo.
Cena 6/Grupo Werneck/Estacionamento/Int./Tarde.
HENRIQUE
Também. (desliga)
ÁGATA
(desce de um taxi, se aproxima de Henrique, o olha sorri) Flávio, é bom te ver de novo. (abraça-o)
HENRIQUE
(sorri) Ágata. Você está linda, priminha.
ÁGATA
(dá risada) Como é? Você nunca me chamou assim.
HENRIQUE
Para tudo existe uma primeira vez.
ÁGATA
É, vejo que não está mais bravo comigo.
HENRIQUE
(sorri) Eu tive tempo o suficiente para pensar no lugar onde estive e entre meus pensamentos estava o que aconteceu entre nós, e vi que você me fez um favor. A única coisa ruim nisso é que não me lembro de nada… (fala no ouvido de Ágata) O dia que você quiser repetir, é só me procurar. Garanto que vou estar bem acordado. (beija o rosto de Ágata, a olha, pisca pra ela, entra no carro, liga-o, dá a partida e sai)
ÁGATA
(sorri inconformada) Gente… Quem sequestrou o Flávio foram os alienígenas? Acho que fizeram um transplante de cérebro e o devolveram. (dá risada)
Cena 7/Mansão dos Werneck/Sala/Int./Tarde.
SILVIA
(pensativa) Onde será que Frederico está? (pega o celular liga para Frederico; dá caixa postal)
EMPREGADA
(se aproxima) A senhora me chamou?
SILVIA
(altiva) Sim. Eu quero o endereço da Fundação de Cristina.
EMPREGADA
No escritório tem alguns cartões de lá.
SILVIA
Então vá até o escritório, pegue um cartão e me traga.
EMPREGADA
Sim, senhora. (entra no escritório)
SILVIA
(pensativa) Sueli trabalha lá. Algo está me dizendo que é naquela fundação ridícula que vou encontrar o meu marido.
Cena 8/Rio de Janeiro/Favela/Cativeiro de Flávio/Int./Tarde.
Flávio está andando de um lado para o outro. Gilberto entra.
GILBERTO
Eu tenho um servicinho pra você, playboy.
FLÁVIO
Que tipo de serviço?
GILBERTO
Henrique deixou algumas coisas pendentes. Embora seu papai tenha dado cinco milhões por você, não posso colocar a mão nessa grana; e você vai cobrar algumas pessoas que estão me devendo e para Henrique também.
FLÁVIO
Você vai me deixar sair daqui?
GILBERTO
Você vai se passar por Henrique. Eu vou estar ao seu lado, playboy, para o caso de você querer dar uma de esperto e fazer o que não deve, como fugir ou tentar se comunicar com alguém.
FLÁVIO
O que eu ganho em troca de fazer o que está me pedindo?
GILBERTO
(sorri) Não banque o espertinho, rapaz.
FLÁVIO
Eu faço o que você está me pedindo se eu puder sair daqui às vezes. Aqui não tem janela. Estou há dias fechado.
GILBERTO
Se você se comportar, eu deixo você respirar lá fora duas vezes por semana. Sendo vigiado, é claro.
FLÁVIO
Melhor isso do que nada.
GILBERTO
Vou te levar pro meu barraco. Lá tem roupas do Henrique e você vai vestir, e mais uma vez quero que saiba que, qualquer gracinha que fizer, eu ligo para o Henrique e mando ele machucar alguém que você ama.
FLÁVIO
Não vou tentar nada.
GILBERTO
Ótimo, vem comigo.
Gilberto e Flávio saem.
Cena 9/Fundação Cristina Werneck/Sala de Sueli/Int./Tarde.
Sueli está arrumando as coisas para sair. Frederico entra, e ela fica brava.
SUELI
Eu disse que não queria falar com você!
FREDERICO
Não faz isso comigo, Sueli. Eu te amo.
SUELI
Me ama? Ama mesmo? Então por que não se separou de Silvia como tinha me prometido?
FREDERICO
Eu tentei! Mas Silvia fez ameaças. Não só a mim, mas a você também…
SUELI
Frederico, não me procure mais. Já tenho muitos problemas sem você por perto.
FREDERICO
Eu sinto sua falta.
Sueli pega a bolsa e vai saindo. Frederico a segura e beija. Silvia entra séria, flagra os dois e aplaude devagar.
SILVIA
Mas que cena linda, quase comovente! O reencontro dos amantes.
Sueli fica assustada. Frederico encara Silvia.
FREDERICO
O que você está fazendo aqui?
SILVIA
Eu estava para te fazer essa pergunta, mas já vi o que queria.
SUELI
(vai saindo) Com licença.
SILVIA
(barra Sueli na porta) Você não vai a lugar algum. Antes você vai me ouvir; aliás, os dois.
FREDERICO
Silvia/
SILVIA
Eu não faço ideia de onde o filhote de vocês está, mas se continuarem a se ver, se continuarem com esse casinho absurdo, eu vou encontrar ele e vou mandar para longe do Brasil, e vocês nunca mais terão a chance de encontrá-lo
SUELI
Não, Silvia. Eu juro que não tenho mais nada com o Frederico. Eele que veio atrás de mim.
SILVIA
O beijo que eu vi não foi à força.
SUELI
(aflita) O marido é seu! Deixa ele longe de mim, mas, por favor, não faça nada contra meu filho e nem me prejudique na busca.
SILVIA
Diga a ele… Peça você ao meu marido que te deixe em paz para sempre.
SUELI
(com vontade de chorar, nervosa; a Frederico) Eu já te falei mil vezes que não te quero perto de mim! Para de me procurar, porque o meu filho é muito mais importante do que você na minha vida! (sai)
FREDERICO
(raiva) Não entendo por que você faz isso, se nem gostar de mim você gosta.
SILVIA
(sorri) Eu faço isso porque me diverte. E quem te disse que eu não gosto de você? Se não gostasse, deixaria você com ela.
Frederico vai saindo.
SILVIA
Eu vou com você.
FREDERICO
Não! Você veio sozinha, pois que volte também! (sai; Silvia ri)
Cena 10/Mansão dos Werneck/Piscina/Ext./Tarde.
Henrique está nadando. A empregada se aproxima trazendo um drink coloca em cima da mesa e sai. Henrique sai da piscina, pega o drink, bebe um gole e sorri.
HENRIQUE
Estou adorando isso aqui. É o lugar que pertence a mim. (bebe)
CRISTINA
(se aproxima, sorri) Que bom te ver aqui, meu amor.
Henrique coloca os óculos de sol e bebe mais um gole.
CRISTINA
Flávio, o que é isso que está bebendo?
HENRIQUE
Um drink, por quê?
CRISTINA
(sorri) Por nada, querido. É que você não tem o costume de beber.
HENRIQUE
Mas as coisas mudaram.
CRISTINA
Como foi hoje com seu pai?
HENRIQUE
(coloca o copo na mesa, tira os óculos de sol) Depois falamos. O dia está bonito e quero nadar mais um pouco.
Henrique volta pra piscina. Cristina chateada e pensativa.
Cena 11/Grupo Werneck/Sala de Régis/Int./Tarde.
Régis está em pé lendo uns documentos. Ágata entra. Nervoso, Régis coloca os documentos na mesa.
RÉGIS
O que está fazendo aqui?
ÁGATA
(sorri) Vim te ver. Temos um assunto pendente, Régis.
RÉGIS
Não temos nada para falar! Sai daqui agora.
ÁGATA
(se aproxima) Todo esse estresse é por causa do nosso beijo?
RÉGIS
Você me beijou do nada, não tive como escapar.
ÁGATA
(dá risada) Essa desculpa foi horrível.
RÉGIS
(se afasta de Ágata) Eu não te quero por perto, menina!
ÁGATA
Não sou menina. Mas se quer que eu seja, serei. (sorri sedutora
RÉGIS
O que você quer de mim Ágata? Por que está fazendo isso?
ÁGATA
Você não é burro, sabe o que quero.
RÉGIS
(abre a porta,) Pois eu não vou entrar nesse seu joguinho. E presta atenção: ão venha mais aqui.
ÁGATA
Difícil. Meu pai e minha mãe trabalham aqui.
RÉGIS
Aqui é lugar de trabalho e não de visita social.
ÁGATA
(sorri) Você fica lindo quando está zangado, sabia?
RÉGIS
Vai embora ,Ágata.
ÁGATA
(caminha em direção á porta, segura a mão dele, fecha a porta) E me provoca quando finge que não me quer por perto.
Ágata e Régis se beijam.
ÁGATA
(sorri) Agora não foi de surpresa.
RÉGIS
(ofegando) Eu sou casado. E amo a Cris.
ÁGATA
Eu também a amo a minha tia, mas o que isso tem a ver com nós?
RÉGIS
Não existe nós e nem vai existir.
ÁGATA
(sorri, morde a orelha dele de leve, fala baixo) Vai sim porque eu quero e muito que exista “nós dois”.
Ágata se afasta, sorri, morde o lábio inferior, joga um beijo para Régis e sai. Régis vai até sua mesa e se senta atordoado.
RÉGIS
Régis, não deixe ela te seduzir. Cristina não merece isso.
Cena 12/Rio de Janeiro/Favela/Barraco de Gilberto/Int./Tarde.
Flávio está vestido como Henrique.
GILBERTO
Você tem que tirar esse ar de playboy da cara. O Henrique tem mais jeito de homem, entende?
FLÁVIO
Eu sou homem, mas não posso mudar meu jeito do dia para a noite.
GILBERTO
Pode sim, porque, qualquer vacilo seu, vão te deixar cheio de balas. Você entendeu tudo que te falei?
FLÁVIO
Entendi.
GILBERTO
Henrique sabe lutar boxe, e você?
FLÁVIO
Não sei nenhuma arte marcial.
GILBERTO
Eu vou dar um jeito do professor te ensinar sem que ninguém saiba.
FLÁVIO
Eu acho isso desnecessário.
GILBERTO
Você está proibido de falar assim na frente das pessoas.
FLÁVIO
Eu já entendi tudo e sei como me portar.
GILBERTO
Então vamos lá, faz cara de mau… Henrique. (sorri)
Flávio faz uma expressão parecida com a de Henrique. Daniela entra, olha Flávio e fica séria.
DANIELA
Eu não sabia que você já tinha voltado?
FLÁVIO
Não sou o Henrique.
DANIELA
Credo! Mas está igualzinho aquele traste, por quê?
GILBERTO
Não é da sua conta. Vamos lá, Flávio, e não se esqueça. Parceiro e eu estamos de olho.
FLÁVIO
Mesmo livre ainda sou o prisioneiro, já sei disso.
GILBERTO
Exatamente.
Gilberto abre a porta. Flávio sai, seguido por Gilberto.
DANIELA
O que será que o Gilberto está aprontando?
Cena 13/Rodoviária/Ext./Tarde.
TAMARA
(se aproxima do balcão) Me dá uma passagem pra São Paulo.
A atendente entrega uma passagem para Tamara. Ela paga, pega as malas, se senta para esperar o embarque esorri.
TAMARA
Tu não perde por esperar, Henrique… ou melhor, Flávio.
Cena 14/Mansão dos Werneck/Sala/Int./Tarde.
Cristina está sentada. Silvia entra.
SILVIA
Era com você mesma que eu queria falar.
CRISTINA
Aconteceu alguma coisa?
Henrique vem da piscina e ouve a conversa sem que Cristina perceba.
SILVIA
Não se faça de sonsa. Você está acobertando sua amiguinha para que ela e Frederico se encontrem naquela sua fundação ridícula!
CRISTINA
(se levanta) Nada disso, Silvia. Hoje o Frederico foi até lá, sim, mas eu só soube que ele queria ver a Sueli depois.
SILVIA
Mentira! Você está ajudando os dois.
Janete entra. Henrique se aproxima e fica ao lado de Silvia.
HENRIQUE
Isso não é coisa que se faça, mamãe.
CRISTINA
(inconformada) Flávio, eu juro que não estou fazendo isso. Sueli disse que não queria ver o Frederico, e eu passei o recado.
SILVIA
Eu os encontrei aos beijos na sua fundação. (a Henrique) Sua mãe sempre me odiou, querido, e agora quer se vingar acobertando a amiguinha dela e seu avô a se encontrarem.
HENRIQUE
(coloca a mão no ombro de Silvia; a Cristina) Eu não esperava isso de você. É uma coisa mesquinha.
Cristina fica com vontade de chorar. Janete sorri sem que ninguém perceba. Fica séria e se aproxima de Cristina
JANETE
Flávio, você está contra sua mãe?
HENRIQUE
Estou. Achei o que ela fez muito baixo.
CRISTINA
(chora) Mas eu não fiz nada! E se você quer acreditar na Silvia e ficar do lado dela, o problema é seu! (sobe as escadas)
JANETE
(finge estar brava) O que aconteceu com você para tratar a Cris assim? (sobe as escadas)
SILVIA
(sorri) Obrigada por ter me defendido, querido.
HENRIQUE
A partir de hoje conta sempre comigo. Vovó, agora eu preciso me arrumar. Tenho um encontro com Roberta.
SILVIA
Essa moça é pouca coisa para você.
HENRIQUE
(sorri) Isso quem decide sou eu.
Henrique sobe as escadas. Silvia sorri pensativa.
Cena 15/Mansão dos Werneck/Suíte de Cristina/Int./Tarde.
Cristina está chorando, com Janete segurando sua mão.
JANETE
Fica calma, Cris.
CRISTINA
Desde que meu filho voltou, ele está diferente, me tratando de um modo frio. Você viu o que ele fez agora, e eu não entendo o motivo.
JANETE
Deve ser estresse pós-traumático. É comum que isso aconteça depois de tudo que ele passou.
CRISTINA
(enxuga as lágrimas) Pode até ser/
JANETE
Vamos falar com Flávio e ver se ele vai ao psicólogo.
CRISTINA
Hoje não vou falar, mas amanhã sim. Eu quero que Flávio volte a ser como era porque esse Flávio de agora está me deixando muito magoada.
Janete abraça Cristina e sorri sem que esta veja.
Cena 16Apartamento de Roberta/Sala/Int./Noite.
Henrique entra e beija Roberta. Ela sorri.
ROBERTA
Como você está lindo, meu amor.
HENRIQUE
(sorri) Obrigado, princesa, e você está muito sexy. (beija o pescoço de Roberta)
ROBERTA
(sorri) Flávio…
HENRIQUE
(sorri) Não disse nada demais.
ROBERTA
(segura a mão de Henrique, o olha nos olhos) Eu tenho uma surpresa para você. Fecha os olhos.
Henrique fecha os olhos. Roberta o leva para a sala de jantar.
Cena 17/Apartamento de Roberta/Sala de Jantar/Int./Noite.
A mesa está posta. O prato principal é strogonoff de camarão.
ROBERTA
Cuidado, meu amor. Aqui é a cadeira, pode sentar.
HENRIQUE
(se senta) Já posso abrir os olhos?
ROBERTA
Ainda não. (pega com o garfo um pouco de strogonoff e coloca na boca de Henrique)
HENRIQUE
(come) Que delícia!
Roberta dá mais um pouco de strogonoff para Henrique e sorri.
ROBERTA
Pode abrir os olhos.
Henrique abre os olhos e olha a mesa.
ROBERTA
Fiz o seu prato favorito, meu amor.
HENRIQUE
(fica preocupado) É camarão?
ROBERTA
(sorri) Claro que é. Strogonoff de camarão.
Henrique se levanta.
ROBERTA
O que foi, Flávio?
HENRIQUE
(começa a se sentir mal; disfarça) Não sei.
ROBERTA
Meu amor, seu rosto está ficando vermelho.
HENRIQUE
(tosse) Não estou me sentindo bem. Quero ir para o hospital e rápido.
ROBERTA
(preocupada) Eu vou pegar as chaves do carro. (sai)
HENRIQUE
(se senta, está passando mal, tosse) Droga! Por que ele tinha que gostar da única coisa que tenho alergia! (tosse, passando mal)
Fim do Capítulo